Castro Daire 

 Aspetos Geográficos

O concelho de Castro Daire, do distrito de Viseu, ocupa uma área de 379,1 km 2 e abrange 22 freguesias: Almofala, Alva, Cabril, Castro Daire, Cujo, Ermida, Ester, Gafanhão, Gosende, Mamouros, Mezio, Mões, Moledo, Monteiras, Moura Morta, Parada de Ester, Pepim, Picão, Pinheiro, Reriz, Ribolhos e São Joaninho.

 

O concelho apresentava, em 2005, um total de 16 836 habitantes.

 

O natural ou habitante de Castro Daire denomina-se castrense.

O concelho encontra-se limitado a norte pelos concelhos de Lamego, Resende e Cinfães; a oeste pelo de Arouca, no distrito de Aveiro; a sudoeste pelo de S. Pedro do Sul; a este pelos de Tarouca e Vila Nova de Paiva e a sul pelo de Viseu.

Possui um clima marítimo de transição, em que a disposição dos maciços montanhosos permite a penetração de ar marítimo, sendo estas áreas geralmente mais chuvosas e amenas do que as mais interiores.

 

A sua morfologia é acidentada, destacando-se como áreas de maior altitude a serra da Cascalheira (1037 m), a serra de Bigorne (1210 m) e a serra de Montemuro (1381 m).

Como recursos hídricos, possui o rio Paiva, o rio de Mel e a ribeira de Mós. Referência também para as termas do Carvalhal, cuja água é mineromedicinal. As águas das termas do Carvalhal são captadas entre 40 e 60 metros de profundidade, em furos devidamente isolados, e estão classificadas como sulfúreas, bicarbonatadas, sódicas e fluoretadas, sendo indicadas terapeuticamente para doenças reumáticas, músculo-esqueléticas e dos aparelhos respiratório e digestivo, e para problemas de ginecologia e dermatologia.

 

História e Monumentos

A história deste concelho está ligada aos inícios da nacionalidade portuguesa. O território do atual concelho de Castro Daire era dominado por um extenso julgado, o Julgado da Terra de Moção

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Estava dividido em duas metades: a ocidental, que era toda património real, como confirmam as Inquirições, pagando-se a eirada, jugada e outros impostos em géneros que sobrecarregaram extraordinariamente estas povoações de parcos recursos, sendo por isso frequente a fome; e a oriental, que pertenceu a Egas Moniz, o amo de Afonso Henriques. A Egas Moniz pertenceu, aliás, grande parte do atual concelho de Castro Daire, pois ele teve na sua posse as terras de Mezio e Vale do Conde, Mões, Moledo e Gosende.

 

No século XIV, D. Pedro, o conde de Barcelos, era senhor destas terras; depois a sua posse passou para o seu filho, o conde de Viana, acusado de traição em 1385 e destituído do senhorio das honras em favor de João Rodrigues Pereira.

Teve foral em 1514, por D. Manuel.

 

Ao nível do património arquitetónico, destacam-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja Matriz de Ermida, dos séculos XII-XIII, em estilo românico, o Santuário da Senhora da Ouvida e a Capela das Carrancas.

 

Tradições, Lendas e Curiosidades

São em grande número as manifestações populares e culturais do concelho, sendo de destacar as festas da vila, no dia de S. Pedro, a 29 de junho; a festa da Senhora da Ouvida, realizada na EN 2, a 7 quilómetros da vila, no sentido Castro Daire-Lamego, a 3 de agosto; e a festa da Nossa Senhora da Soledade, a 15 de agosto. Como feiras, destacam-se no primeiro domingo de junho, a feira da Faifa, em Ester; a 3 de agosto, a feira da Ouvida, em Castro Daire; no terceiro domingo de agosto, a feira anual das Portas de Montemuro e, no primeiro domingo de setembro, a feira do Fojo, em Gosende.

 

No artesanato merecem referência a tecelagem de linho e de lã (colchas e mantas), o cultivo do linho, os tamancos e as capas de palha, a cestaria (verga e castanho), a latoaria, as meias de lã e os barros negros.

 

Como instalações culturais são de destacar o Museu Municipal da vila, que possui material arqueológico e etnográfico, e o Centro Municipal da Cultura. No Gafanhão, existe ainda a Casa-Museu Maria da Fontinha, inaugurada em 1984 como testemunho de homenagem e gratidão de um filho da terra, o Dr. Arménio de Vasconcelos, à sua avó Maria da Fontinha.

 

Economia

No concelho predominam as atividades ligadas ao setor terciário, seguindo-se as do setor secundário, nomeadamente na área da transformação da madeira, das serralharias de alumínio, têxtil, da panificação e da construção civil, tendo o primário um peso relativamente baixo. As atividades de hotelaria, comércio e serviços relacionados com a exploração das termas do Carvalhal são as de maior importância.


No que se refere à agricultura, destacam-se os cultivos de cereais para grão, leguminosas secas para grão, prados temporários e culturas forrageiras, batata, prados, pastagens permanentes e vinha. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, coelhos e caprinos. Cerca de 12,1% (2189 ha) do seu território está coberto de floresta.

 

Fonte: Infopedia.

A EN2 – estrada nacional 2, é via mais extensa do país, com 738,5 quilómetros e “terceira estrada mais extensa do mundo”. Liga as cidades de Chaves (km 0) a Faro, passando por: 11 distritos:  Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal, Beja e Faro, 8 províncias (Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve)32 municípios, 4 serras e 11 rios. 4 serras e 11 rios A Estrada Nacional Nº 2 é uma “estrada histórica, que junta a Estrada Real 5, 7, 8 e 17 e que em 1945 deu origem, no primeiro Plano Rodoviário Nacional à EN2” Passa por quatro áreas protegidas e por quatro monumentos considerados património da humanidade pela UNESCO.
rua Central,39  Custilhão 3600-270 Castro Daire  | 934 609 221  - 232 374 088 |  GPS N40º55´32.5"  O7º54´24.4"

Pouso da Serra na rota da estrada nacional 2  .                registado no INPI nº 560816           criação de J. Carvalhal 2016